quarta-feira, 28 de julho de 2010

Eleições 2010, um desafio para a mudança.

Longe de uma sociedade justa, igualitária e de uma democracia plena, lá vamos nós para mais um processo eleitoral. Os dezesseis últimos anos que se passaram começamos a construir o estado de direito democrático em nosso país. Embora tímido, porque ainda existem muitos vícios da velha república, são muitos os labirintos e teias que envolvem o estado brasileiro. Esse velho mecanismo do passado que trava a construção de uma sociedade mais democrática e moderna tende cada vez mais a resistir os avanços que certamente irão acontecer.

Nos oito primeiros anos do processo de consolidação democrática o governo FHC para alguns foi taxado de ser privatizante, uma denominação que mais serve como palavra de ordem equivocada e sem sentido de analise do que uma critica como base para elaboração de uma política de embate mais séria. Na verdade o que vivemos no governo FHC foi o desmantelamento de um Estado cheio de empresas estatais com diretores que consumiam altos salários e viviam de grandes negociatas, tudo isso, fruto do regime autoritário. Se isso ajudou ou não o país a se desenvolver mais, veremos daqui alguns anos.

Por outro lado convivemos os últimos oito anos com um governo que queiram ou não os sectários de plantão, é a continuidade do governo anterior, em nada muda ou em quase nada. Porque os dois governos tem como base o pensamento socialdemocrata. As diferenças talvez estejam na condução de suas políticas. Um jamais falou que não privatizaria,outro falava que iria fazer um grande reforma agrária,um falou que era necessário ter juros altos, outro falava que iria acabar com os juros altos e que era necessário uma profunda reforma fiscal,os dois falaram que era necessário fazer a reforma política.

No entanto o governo que mais assentou trabalhadores sem terra foi o que não prometeu a grande reforma agrária, já o que prometeu baixar os juros e fazer a reforma fiscal acabou proporcionando o maior lucro aos banqueiros como nunca na história desse país e a reforma política tão necessária para avanço democrático nenhum deles fez. Pelo contrário, usaram da velha política e de seus defensores. Um se aliou ao senhor Antonio Carlos Magalhães o outro ao senhor José Sarney, dois grandes nomes ligados a corrupção, ao conservadorismo e mantenedores dos labirintos e teias do estado brasileiro.

A eleição de 2010 desafia a todos nós eleitores, porque ela nos mostra que só através dela é que vamos mudar mais um pouco esse país, a mudança real esta na eleição de novos parlamentares que tenham compromisso com a construção de um estado livre da corrupção e que estejam voltados para passar esse país a limpo.

Yuri Guermann: É diretor sindical do SINEEPRES e da UGT-União Geral dos Trabalhadores –Regional do litoral.

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